Pedra Lavrada/PB, 16 de Dezembro de 2017

História de Pedra Lavrada

Evolução Histórica e Política

Pedra Lavrada passou a distrito em 14 de julho de 1890, pela Lei Estadual nº 20, pertencendo ao município de Picuí, até a sua emancipação em 13 de janeiro de 1959, pela Lei Estadual nº 1.944. O município foi reconhecido oficialmente como cidade no dia 25 de janeiro de 1959. Seu primeiro prefeito, nomeado, foi Sr. Heronides Meira de Vasconcelos, tendo em seguida assumido como prefeito o Sr. Antonio Cordeiro Neto. Nos dias atuais quem administra o município é o Sr. Jarbas de Melo Azevedo, eleito democraticamente, profundo conhecedor das questões sociais, políticas e econômicas do município, está em seu primeiro mandato e seguirá administrando até 2020. A Câmara de Vereadores, Casa Egídio Gomes Barreto, é por nove vereadores, atualmente é presidida pelo Vereador Erivonaldo Macedo Oliveira.

Tradições históricas

Por volta de 1750, de uma fazenda pertencente à família Gomes Barreto, originou-se a povoação de Pedra Lavrada. O nome foi escolhido pela existência de ?Pedras com gravuras e pinturas em arte rupestre?, distante a cerca de 1 km da sede do município, esses achados, são vestígios de povos pré-históricos que fizeram morada por essa região a muitos anos atrás. A área geográfica do Município de Pedra Lavrada é rica em sítios arqueológicos, com pinturas rupestres nas tradições, Nordeste e Agreste, o que dá muito importância ao município pelo fato de que é raro encontrar, no mesmo local ou Monumento, as duas tradições juntas, isso prova a Relevância do Município para futuros estudos da pré-história do Nordeste brasileiro. Além de pinturas também podem ser encontrados no município a presença de sítios ricos em gravuras (baixo relevo), material lítico (batedores e machadinhas), e locais onde também podem ser encontrados material fossilizado, como calcedônia com caramujos, ossos fossilizados de mastodonte e outros animais pré-históricos. Os Sítios Arqueológicos de Pedra Lavrada são conhecidos internacionalmente e sua importância é apontada como um ponto forte na manutenção das tradições de um povo. Em 1760, por intermédio do visitante Dr. Alexandre Bernardino dos Reis, o senhor José Bezerra da Costa pediu licença ao Bispo Dom Thomaz da Encarnação Costa de Recife, em visita a Campina Grande, para a edificação de uma capela consagrada a Nossa Senhora da Luz. A Capela animou muitos fiéis católicos e o Sr. José Bezerra da Costa doou 25 braças de terra ao patrimônio da Igreja, para a edificação da referida capela. Em 29 de maio do mesmo ano, a capela, pertencente à freguesia de Caicó (RN), foi inaugurada com uma grande procissão, a igreja foi benta em 1789. Em 1843, Vicência de Paiva Cunha, irmã do coronel Antônio Gomes Arruda Barreto, doou ao patrimônio de Nossa Senhora da Luz, 480 braças de terra do nascente ao poente e 2.400 braças de norte ao sul, se limitando ao nascente com as terras do Tamanduá; ao poente com Retiro e Carnaúba; ao norte com as terras do Caldeirão e, ao sul com o riacho dos Porcos. A freguesia foi criada através de Lei Provincial nº 2, de 19 de agosto de 1859, tendo sido desmembrada da freguesia de Cuité. O seu primeiro vigário foi Marcelino Rogério dos Santos Freire, que assumiu em 15 de julho de 1860, trabalhando como pároco durante 10 anos.Hoje a Igreja de Nossa Senhora da Luz é dirigida pelo Padre Tobias e é uma das mais belas edificações religiosas da Paraíba.